Depois da maior crise econômica da história recente do Brasil, em circunstâncias do novo Coronavírus, as perspectivas sombrias para a retomada do comércio e da indústria vão se dissipando.
Nossa equipe sempre teve uma expectativa otimista sobre a retomada dos negócios no Brasil no período pós pandemia.
O crescimento da atividade dos setores comerciais e industriais passou a ser notável desde maio de 2020, enquanto parte do mercado esperava indícios de retomada, apenas no final de junho, ou início de julho.
As transferências emergenciais somadas a combinação de inflação e juros baixos têm auxiliado as famílias brasileiras a manterem o consumo e o pagamento de despesas correntes.
Deve-se ressaltar também que, a confiança dos empresários se restabeleceu, com reversão das expectativas pessimistas para o curto prazo.
O aumento de vendas do comércio foi afetado pelo expressivo crescimento das transações pela Internet, confirmando que o comércio varejista está, de fato, passando por sua revolução digital. As vendas por e-commerce impulsionaram o varejo e ajudaram a minimizar as perdas impostas pelo isolamento social, e ao que parece, essa tendência vai se estabelecer.
A média diária das operações de vendas on line cresceu 73% entre março e junho, segundo dados da Receita Federal. Ainda, segundo dados do IBGE, de maio de 2020, houve um crescimento das vendas do varejo em 19,6% no mês de junho.
Todo o varejo ampliado evoluiu, sendo que alguns segmentos de produtos não essenciais, como vestuários e tecidos, tiveram avanços bastante expressivos, com a redução do isolamento social e a adoção de novas estratégias de vendas.
Na indústria, a produção física geral aumentou 7% em maio comparativamente a abril, sendo 12,1% apenas na indústria de transformação, segundo dados do IBGE.
Com médias de vendas do varejo acima do esperado pelos analistas, a economia dá sinais de franca recuperação.
Os empresários, que em geral sentem primeiro os movimentos de melhora ou piora na atividade, estão traçando uma rota de confiança da indústria desde maio de 2020.
O governo sinaliza que está atento ao rigor fiscal, especialmente nos gastos com funcionários e despesas correntes. Embora o aumento dos gastos para custear as medida anti crise tenha ampliado a dívida pública, o teto dos gastos tem sido preservado, e a discussão sobre as reformas deverá ser retomada pós-pandemia. Persistindo a austeridade fiscal e a agenda de privatizações, tende-se a acreditar na permanência da inflação e da taxas de juros baixas, acelerando a recuperação da economia.
A recuperação da economia pode ser alavancada pelo cenário benigno de inflação e juros e deve trazer benefícios de longo prazo para a economia.
Assim, a despeito das incertezas quanto à evolução da pandemia no Brasil e no mundo, tudo indica que a recuperação da economia a partir desse segundo semestre será mais rápida do que e previu inicialmente.
Confrontando a crise e o cenário de pandemia, o agronegócio brasileiro vem apresentando resultados positivos, aquecendo a economia e contribuindo de forma substancial para sua recuperação. Amplamente divulgado na mídia, o crescimento da agropecuária em 1,9% na comparação com os três meses anteriores. O valor gerado pelo campo foi de R$ 120 bilhões e, até o fim do ano, com safras recordes, as lavouras devem render R$ 697 bilhões.
Quem apostou numa catástrofe e na impossibilidade de recuperação da economia brasileira pós COVID-19, pode se surpreender com resultados positivos nos próximos meses.